1) Em que momento da sua vida optou pelo jornalismo esportivo e por que?
O interesse surgiu quando ainda estava na escola. Sempre gostei de ler jornais e acompanhar o noticiário pela TV, principalmente os de esportes. Então por gostar tanto do assunto, resolvi fazer com que aquele hobby se tornasse minha profissão.
2) Quais os maiores prazeres e dificuldades dessa profissão?
O maior prazer é saber que você lida com a paixão de milhões de torcedores e que tem a oportunidade de exercer uma profissão que muita gente gostaria de ter, afinal de contas, todo torcedor sonha conviver com seu ídolo. A maior dificuldade é exatamente lidar com esses ídolos, que muitos acabam vendo a imprensa como um adversário. Outra dificuldade é a falta de reconhecimento em algumas situações.
3) O jornalista deve revelar o seu time de coração?
Acho que não. Jornalista que fala que não torce para nenhum time é hipócrita. Evidentemente, o jornalista tem um time de preferência, se não fosse assim, nem teria entrado no ramo do jornalismo esportivo. Mas infelizmente muitos torcedores não conseguem separar o profissional do torcedor e acham que estamos lá, debatendo como um torcedor e não um jornalista. Está certo que, alguns de nossos companheiros muitas vezes vestem a camisa do time na hora de trabalhar e se empolgam um pouco, mas a maioria não é assim.
4) O jornalismo esportivo tem hoje o reconhecimento devido ou ainda é visto com certa ressalva por outros áreas da profissão?
Melhorou bastante, mas ainda é um pouco marginalizado. As pessoas têm aquela visão de que todo mundo entende de esporte, principalmente de futebol, então acham que podem falar do assunto tão bem ou melhor do que um profissional.
5) Qual a matéria que vc gostaria de ter escrito e qual a que vc não gostaria de ter feito
Gostaria de ter escrito a matéria sobre o milésimo gol do Pelé,. A que eu não gostaria de ter feito foi a morte do goleiro do São Paulo Weverson, em agosto de 2006. Dias antes do acidente, o mesmo veio me agradecer por eu ter feito uma matéria com ele, que o teria ajudado a subir para o time profissional.
6) Quais são os seus maiores objetivos profissionais?
Ter em meu currículo algumas Copas do Mundo, Mundiais de Clubes e Olímpiadas. Acho importante que estejamos sempre em busca de novos objetivos.
7) Quem são as suas referências na área?
Tenho muitas e seria injusto citar só um ou dois. Tenho referências não só no jornalismo impresso, como em rádio e televisão. Mas destaco um jornalista que me ajudou demais no meu início de carreira: Elias Awad, que já trabalhou como repórter em algumas rádios e TVs e que foi meu professor na faculdade.
8) Você é a favor do diploma de jornalista?
Totalmente. Já que eu vejo jornalismo como uma profissão tão séria e importante como as outras. E acredito que todas as profissões devem ser exercidas por quem é capacitado e tal capacidade só pode ser adquirida através de estudo e conhecimento. Hoje em dia, se você é um ex-jogador que sequer consegue formar uma frase completa sem erros ou uma modelo que já saiu nua em alguma revista, você, às vezes, é mais respeitado do que aquele estudante que passou quatro anos em uma faculdade.
9) Tem intereresse em atuar em outras mídias, ou o impresso é a sua preferência?
Eu adoro fazer jornalismo impresso, mas gostaria de um dia trabalhar em sites ou rádios. Televisão é algo que, no momento, não me fascina, mas não descarto a possibilidade.
10) Na última pergunta sempre peço que deixe um recado ou um conselho para aqueles que já estão ou pretendem ingressar na profissão.
Nunca desista de seu sonho. Esta é uma profissão muito difícil de conseguir vencer, mas se você tiver capacidade e acreditar em seu potencial, uma hora ou outra você terá a sua oportunidade e caberá a você mostrar que merece ocupar um posto que tanta gente quer estar.
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