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ENTREVISTAS



Felipe Zboril

Entrevistas - Felipe Zboril


1) Em que momento da vida optou pelo jornalismo e como foi o início de sua carreira?
Desde pequeno sempre quis ser jornalista. Para mim a pessoa já nasce querendo ser jornalista, é algo que vem com você. Na faculdade descobri que teria mais afinidade com o esporte, já que acompanhava os times desde a época do Colégio.
A vontade de trabalhar como jornalista esportivo veio por gostar muito de futebol. Comecei minha carreira na Rádio Gazeta, através de um espaço que era destinado aos alunos da Faculdade Cásper Líbero. Mais para frente comecei a fazer o esporte na Rádio e a apresentar o programa "No Vestiário". Trabalho na Gazeta há 5 anos e já tive passagens pela TV Bandeirantes, Sky, SBT santos e interior, e algumas rádios do interior atuando como correspondente aqui em São Paulo.

2) Quais as maiores dificuldades que encontrou?
Apesar de ter uma carreira curta, já passei por várias dificuldades começando por me manter na faculdade. Sempre foi muito dificil pagar meus estudos, mas com ajuda de muitas pessoas consegui terminar. Hoje acho que o profissional que trabalha com jornalismo tem que valorizar e muito o emprego que tem, assim como faço com a Gazeta, porque como o mercado de trabalho está muito saturado está dificil conseguir emprego.

3) O jornalismo esportivo difere dos outros segmentos por envolver paixão?
Sem dúvida nenhuma. O torcedor, principalmente os mais fanáticos, perdem a linha da racionalidade quando estão em um campo de futebol. É dificil as vezes trabalhar num clássico porque os nervos estão à flor da pele e qualquer movimento diferente pode causar um tumulto muito grande.

4) Jornalista deve revelar para qual equipe torce?
Acho que não deve revelar. É muito complicado lidar com o espectador, quando ele sabe o time que o jornalista torce. Qualquer opinião que difere do que o torcedor gostaria de ouvir é um prato cheio para comecem as críticas, principalmente pelo sentimento que o jornalista está sendo tendencioso. Exceto pelos personagens que já são muito caracterizados pelos times que defendem.

5) Qual a matéria que você gostaria de ter feito e não fez?
Além de cobrir uma Copa do Mundo, gostaria muito de poder entrevistar Diego Maradona. Acho que ele é um dos grandes idolos do futebol mundial ao lado de Pelé. O brasileiro eu já tive a oportunidade de falar por algumas vezes, mas o Maradona é uma cara especial, que fez muito pelo futebol, por isso o interesse em poder falar com ele.

6) O que há de melhor e de pior na vida de um reporter esportivo?
O melhor de ser jornalista esportivo é poder trabalhar com uma coisa que eu adoro fazer: falar o dia inteiro sobre futebol. Além é claro de estar sempre perto dos estádios, cobrir partidas importantes, conhecer cidades, estados e conviver com a maioria dos ídolos do esporte. Isso é impagável. Agora sobre a parte ruim é que a gente nunca tem feriado e final de semana muito menos. Quando a família está naquele famoso almoço de domingo, ou num simples aniversário, a gente está trabalhando ou longe de casa. É ruim, mas nada que não seja superado pelo prazer de ser jornalista.

7) Gostaria de exercer sua atividade em outras mídias ou sempre esteve focado em fazer Tv?
Eu adoro Rádio. É uma coisa que eu sempre fiz junto com a televisão. Gosto dos dois. Jornal ainda é um desafio.

8) Quais são os jornalistas em quem você se espelhou ou se espelha até hoje?
Gosto de muitas jornalistas, mas me espelho muito em alguns como Wanderlei Nogueira, Luis Carlos Quartarolo, Pedro Bassan, Regis Rösing, Cléber Machado, Wagner Vilaron, Eduardo Afonso, Mauro Beting, Juarez Soares, Paulo Soares, Claudio Carsughi e outros.

9) Você é a favor ou contra a obrigatoriedade do diploma?
Acho que depende muito do caso. Se o jornalista trabalha há muito tempo na profissão e não tem o diploma não precisa. Mas para a nova geração é fundamental o diploma até porque não é só o diploma que é importante e sim a teoria e tudo o que se aprende na faculdade e nos dá fundamento para mercado de trabalho.

10) Deixe um recado para aqueles que pretedem seguir a mesma carreira que você escolheu
Antes de você escolher ser jornalista, tem que ter em mente que terá que se doar o resto da vida para a sua profissão. As vezes você não terá tempo para se divertir, curtir a vida como gostaria em um feriado por exemplo, mas tem que ter muita garra, vontade de vencer, assim como eu tenho. Um dia você será reconhecido. É uma profissão muito gratificante, você trabalha com muito prazer, com vontade e isso não tem preço.


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