1)Como surgiu o interesse no jornalismo e de que forma iniciou sua carreira?
A vontade surgiu ainda na época do colégio, motivada pela paixão que sinto pelo futebol. Por sempre acompanhar tudo que se escrevia e/ou falava sobre esse esporte, acredito que foi a maneira que encontrei de estar ligado a ele. Tudo começou na época da faculdade, na verdade, na segunda tentativa de terminar o curso. Fiz 98 e 99, mas não pude completar pela dificuldade financeira da época. Os dois anos seguintes serviram para que as dívidas pudessem ser quitadas. De volta, em 2002, conheci o jornalista e professor (ou seria professor e jornalista?) Alberto Chammas. Boa gente, dedicado e sem receio de errar, me ajudou na primeira carteirinha (provisória!) da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Um acompanhamento de vestiário pós-jogo aqui, um treino ali e, após escrever (?) para sites esportivos desconhecidos, o repórter Marco Bello convidou-me para fazer parte da equipe de Éder Luiz, na Rádio Transamérica. Como produtor nunca fui ao ar, mas aprendi demais.Veio o convite para fazer free lancer no Diário LANCE! aos finais de semana. Seria efetivado após um ano. Há mais de dois anos, sou setorista do Corinthians pelo jornal, cobrindo o dia-a-dia frenético do clube.
2)Quais as maiores dificuldades encontradas?
O próprio mercado. Infelizmente, não existem vagas para todos. Além disso, é preciso ter paciência e perseverança para sofrer no início. Sofrer com salário baixo, acúmulo de funções, carga horária acima do normal, enfim, tudo que um recém-formado sofre para vencer na profissão.
3)A imprensa escrita sempre foi o seu objetivo?
Eu diria que sim. Apesar de ter trabalhado em rádio, com a consciência que é um veículo mágico e fundamental, tenho menos dificuldade para escrever.
4)O jornalista esportivo deve revelar o clube que torce?
Lógico. NÃO existe um único profissional que não tenha seu time de coração. Aliás, entre nós jornalistas, as discussões são as mesmas dos torcedores de arquibancada, com a diferença que os argumentos utilizados são mais embasados. E só. Hoje, mesmo conhecendo o lado nada romântico do futebol, mantenho a mesma paixão pelo Corinthians do início da minha vida, quando entrava de mascotinho no Pacaembu. Isso não quer dizer que as coisas ruins do clube devam ser omitidas. Pelo contrário. Tenho certeza que sou mais obstinado pela verdade e apuração das notícias do meu time do coração. O dia que perder essa paixão, certamente, largarei o jornalismo esportivo e trabalharei nos Correios...
5)Em quais jornalistas você se inspirou?
É difícil citar nomes. No início, acho que aqueles profissionais que lemos, vemos e/ou ouvimos viram nossos ídolos, passamos a admirá-los. Inspiração? Talvez não. Mas, certamente, o jornalista Alberto Chammas, por tudo que fez por mim, pelo caráter e coragem, pela simplicidade e bom coração, foi, é e sempre será uma inspiração.
6)Você esta escrevendo um livro sobre o Corinthians. Nos dê mais detalhes
Eu e Maurício Oliveira, repórter que também cobre o dia-a-dia do clube pelo LANCE!, lançaremos em meados de dezembro o livro “A Reconstrução do Timão”, com os bastidores da queda para a Série B e a volta à Primeira Divisão. Com prefácios de Washington Olivetto, em entrevista, e Neto, a publicação custa R$ 29,90 (frete não incluso) e é dividida em quatro partes:
A QUEDA - Conta os últimos dias da agonia do Corinthians em 2007. A mala branca oferecida e negada, a briga entre os jogadores do Internacional pelo Corinthians, entre outras histórias;
A RECONSTRUÇÃO - Como o Corinthians reagiu para se reerguer da pior tragédia de seus 98 anos de história. Da contratação de Mano Menezes, que começou a ser fechada antes mesmo do fim do Brasileirão de 2007, aos projetos de marketing, passando pela bela campanha na Copa do Brasil;
A ASCENSÃO - Como foi a festa na Série B. O perfil e o "batismo" dos principais heróis da campanha. A emoção do acesso no Pacaembu e a farra com o título na Região Sul do Brasil;
DIÁRIO DE BORDO – Vinte histórias curiosas, engraçadas ou comoventes que não couberam ou não valeram um capítulo, mas que merecem ser lembradas e guardadas.
Conta ainda com cerca de 40 fotos e 110 depoimentos de pessoas ligadas ao esporte e de torcedores corintianos, ilustres, como o presidente Lula, ou desconhecidos.
7)Como você vê o surgimento de várias revistas especializadas em futebol nos últimos tempos?
Bom demais. O mercado, como disse anteriormente, é escasso. Que venham outras!
8)Quais são seus maiores sonhos na carreira?
Sonho, sonho é cobrir uma Copa do Mundo. Fiz a última Copa América, mas quero ter noção como é um Mundial de perto. Objetivo: manter-se bem na profissão para ter condições de criar minha futura família.
9)Qual a crônica que você gostaria de ter escrito?
Talvez, a conquista do pentacampeonato, na Copa de 2002. Porém, a mais desejada é o relato do título corintiano da Copa Libertadores de América. Se é que terei condições psicológicas de escrever... (risos).
10)O que há de mais fascinante no jornalismo esportivo?
O próprio esporte. Claro que existem assuntos ruins relacionados a ele, mas a essência é positiva. Além disso, seu leitor/ouvinte/telespectador acompanhará seu trabalho com paixão. Para ele, você não estará relatando apenas um acontecimento, e sim, algo que mexe com sua vida.
11)Na última pergunta deixamos livre para que nosso entrevistado mande um recado aos nossos internautas
Continue interessado pelos profissionais que o acompanham no dia-a-dia. Eles fazem parte da sua vida, direta ou indiretamente.
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